4 de nov de 2013

Exterminadora

Galeraaa...

Hoje eu decidi postar algo de minha autoria. Tratá-se de um conto romântico, cheia de suspense e um pouco trágico.
Eu a criei, há alguns anos atrás e somente poucas pessoas leram. Foram algumas delas que me incentivou a postar aqui. Irei postar aos poucos, pois ela é um pouco longa.

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Chamo-me Suzana, tenho 20 anos e em toda minha vida eu nunca pensei em meu futuro e na minha morte, até porque uma garota como eu não tem motivos para pensar sobre isso. Mas sinto que nesses últimos dias tenho pensado mais, acho que é porque quando se descobre a nossa maior fraqueza, nos tornamos vulneráveis, até mesmo para uma EXTERMINDADORA como eu.
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Sou órfã desde os meus dois anos de idade, fui criada num internato desde então, nunca soube exatamente como os meus pais morreram, até o dia que meu tio me tirou daquele lugar aos 14 anos e me esclareceu tudo.
Tudo começou quando eu nasci, eu nasci especial, com certo dom especial. Todos nós temos um dom, um talento maior, mas existem talentos que se não for usado com sabedoria, pode torna-se perigoso. Eu sou uma exterminadora de vampiros. Vocês podem até me achar maluca, afinal vampiros é uma lenda, mas posso garantir que eles existem sim e são seres malignos.
Bem, como disse anteriormente, sou uma exterminadora de vampiros, herdei de meu pai esse dom fantástico, minha mãe era uma cientista que buscava uma cura para esse mal. O único mal é que eles morreram assassinados por um vampiro que eu terei o prazer de exterminar.
Meu tio me ensinou em como ser uma excelente exterminadora no qual envolve habilidades como agilidade, rapidez, inteligência e destreza. Meu tio me preparou até os meus 18 anos.
Não acabei com muitos vampiros em dois anos, no máximo uns 30. E até hoje não encontrei o culpado da morte dos meus pais.
Há pouco tempo, decidi, dá um tempo a mim mesma, então aceitei a oferta de minha amiga Mary para viajar para um lugar tranqüilo, longe da agitação da cidade. Logo, fomos, eu, Mary e Beatriz para um sitio em Ilha Grande. 
Eu não esperava que lá encontraria o maior de todos os meus desafios como exterminadora.
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Chegamos lá, já era noite, umas 19h. Tivemos que encomendar um barco para atracarmos próximo ao sítio, pois este ficava a oeste da ilha, e não no centro. O sitio tinha tudo que precisamos: estadia, praia praticamente deserta e cachoeira.
No dia seguinte, decidi ir à praia com Mary e Beatriz, para a nossa surpresa não éramos as únicas, tinha mais um grupo de pessoas. Então perguntei a Mary:
__ Quem são aquelas pessoas? Não parecem serem daqui.
E ela me respondeu:
__ E não são. O mais velho deles é o dono do sitio vizinho do nosso, eles quase nem aparecem. Até achei que o sitio estava abandonado.
E Beatriz disse:
__ Eles são um gatos! Não acha Susana?
E eu respondi:
__É...
O bom de ter o dom que eu tenho é saber reconhecer e diferenciar humanos de vampiros. Vampiros geralmente tem um certo brilho diferente conforme passa, deixando pegadas fluorescente. Somente exterminadores como eu são capazes de enxergar esse brilho, devido ao dom que recebemos. E essas “pessoas” que estão na praia, com certeza não são humanas.
Beatriz então diz afobada:
__ Eles estão vindo para cá!
Mary diz:
__ Só 2 deles, o dono e a esposa estão indo em outra direção.
A vantagem também de ser exterminadora é que os vampiros não sabem quem nós somos.
Os dois vampiros se aproximaram e um deles falou:
__ Bom dia garotas, me chamo Jeff.
Beatriz ainda afobada disse:
__ Sou Beatriz, e elas são Suzana e Mary. – disse apontando para nós.
A desvantagem de ser exterminadora, pois nós somos como qualquer outro ser humano normal, apenas sabemos diferenciar humanos de vampiros. Já os vampiros não morrem com tanta facilidade (e nem de velhice), eles são ágeis e rápidos, enxergam a distancia de quilômetros e são bem fortes. Eles só morrem com uma estaca de madeira no coração. Mas é claro que matar um vampiro assim é bem difícil, então eu tenho minha arma própria que meu pai desenvolveu quando ainda estava vivo, essa arma atinge a distancias e não é necessariamente de madeira. Ainda bem que tem dado muito certo, mas em todo caso, eu tenho também um arco e fecha.
O outro vampiro então disse:
__ Olá, sou Henry.
Acho que eles ficaram um tanto incomodados comigo, pois eu era a única séria e os olhava penetrante. Na verdade, a minha intenção era saber as intenções deles, só que foi em vão. Só consegui deixá-los desconfiados. Droga!
Foi quando Jeff disse:
__ Vocês gostam de festas?
Beatriz respondeu:
__ Adoramos!
E ele continuou:
__ Nós vamos dar uma festa, hoje à noite, se quiserem ir vai ser um prazer ter vocês como convidadas.
Beatriz toda sorridente disse:
__ É claro que vamos! Não é mesmo meninas?
Mary disse:
__ É... acho que vai ser legal!
Reparei que todos esperavam pela minha resposta e foi que eu disse:
__ Eu não sei...Vou pensar.
“Não vou entrar na toca de vampiros”
Foi quando Henry pegou minha mão e disse:
__ Vai ser muito divertido ter você por lá, suze!
Tirei minha mão na dele e retruquei:
__ É SUSANA!
Jeff ainda sorrindo disse:
__ Quero ver vocês lá hein!
E eles se foram!
_________

Eu não acredito que estou aqui, realmente não acredito. Mas foi impossível convencer a Beatriz de não vim nessa festa estúpida. Mary não pode vim porque estava enjoada, como sempre, ela não agüenta um dia de lanche e praia depois. Menos mal, menos uma pessoa para eu me preocupar.
Que bom que nessa festa os únicos vampiros são a família Stuart: Jeff, Henry e seus pais, cujo ainda não sei os nomes.
Beatriz animada diz:
__ Nossa! Está muito animada essa festa! Mas cadê o Jeff?
__ Estou aqui – Ele aparece atrás dela e diz __ Venha dançar comigo!
Observo os dois indo para a pista de dança e me dirijo há um sofá próximo. Fico observando os dois, qualquer movimento suspeita, tenho comigo uma arma de bolsa, não é tão eficiente quanto à outra, mas vai servi. Eu teria que me aproximar mais, o que seria mais perigoso, mas pela a minha amiga, estou disposta a correr esse risco.
Estava pensando nisso quando Henry ao meu lado diz:
__ Porque está olhando tanto para eles? Por acaso se interessou pelo o meu irmão ao invés de mim?
Dou um sorriso amarelo para ele e digo:
__ Só estou preocupada com a minha amiga.
Nossa eu nem tinha reparado quando ele sentou do meu lado.
Ele me olha confuso e eu completo:
__ Beatriz está no principio da diabete, o pior é que ela adora doces e bebidas. Sua médica disse que se ela continuar assim pode se agravar. E como ela já bebeu demais por hoje...
Não é nada verdade sobre o que eu disse, mas sei que vampiros preferem sangue saudável. Eles não gostam de sangue alcoolizado, muito menos sangue ruim.
E ele respondeu:
__ Ah... Mas ela não parece bêbada.
__ É porque ela disfarça muito bem, aprendeu a fazer isso para enganar parentes e amigos.
Alguns segundos de silencio e eu digo:
__ Ah! Quase me esqueci! Diga ao seu irmão que se ele quiser transar com a minha amiga é melhor ele não se esquecer da camisinha, sabe... ela tem AIDS. Mas não diga a ela nada sobre isso, ok?
__ Mas ela não sabe?
__ Não, o vírus não se manifestou no corpo dela e como nós somos amigas de infância, os pais dela me contou e me pediram para ficar de olho nela. Sabe... quando ela se embebeda demais e sai com um cara, acaba esquecendo de usar a camisinha.
Acho que realmente o assustei com essa história, ele me olhava espantando. Ao menos posso ter mais garantia que eles não tentaram nada contra ela, quanto a mim, eu sempre me viro.
Eu estava gargalhando no meu intimo!Ah... se a Bia soubesse disso!
Jeff e Bia pararam de dançar e foram até onde nós estávamos.
Henry pediu para falar a sós com Jeff e quando eles se afastaram eu dava gargalhadas.
Bia estranha essa minha reação e pergunta:
__ O que deu em você?
Eu respondo:
__ Essa festa está um máximo, ainda bem que eu te ouvi.
Ela sorriu satisfeita com o que fizera e poucos minutos depois eles voltaram, Jeff voltou mais sério e Bia correu e puxou os braços dele de volta para a pista de dança.
No fim da festa, percebi que Beatriz estava muito triste, então quando chegamos em casa eu perguntei:
__ O que houve? Porque essa cara tão abatida?
Ela me olhou triste e seguiu em direção ao seu quarto.

No dia seguinte, Mary, Beatriz e eu, fomos à praia novamente. Beatriz ainda permanecia abatida. Afinal o que aconteceu com ela? Será que foi algo que eu disse?
Estávamos deitadas em nossas cangas, quando de repente alguém tampa o meu sol, abro os olhos e vejo Henry, ele sorri e diz:
__ você está belíssima!
Parece que outro quer morder meu pescoço, apenas sorrio e digo:
__ Obrigada
Ele então pergunta:
__ Que tal uma volta comigo?
Não sei o que deu em mim, mas sinto meus lábios dizendo:
__ Está bem.
Ele me ajuda a levantar e seguimos para a beira do mar.
Estávamos caminhando quando ele pergunta:
__ gostou da festa ontem?
__ Foi razoável.
__ Hum... Percebi que sua amiga está triste, sabe o que aconteceu?
__ Não faço idéia.
__ Talvez seja porque meu irmão deu um fora nela.
“Graças a Deus!” E digo:
__ Seu irmão? Mas por quê?
__ Talvez tenha sido sobre algo que eu disse a ele, algo que você me disse para falar.
__Hum... Mas foi por isso que ele a abandonou?
“Meu plano deu certo.”
Ele dá um sorriso torto e diz:
__ Meu irmão é meio neurótico com essas coisas.
“Que bom.”
Ficamos em silencio por um tempo até ele dizer:
__ Porque você é tão séria? Ou isso é só comigo?
__ E porque você sempre acha que a coisa é com você?
Ele ficou em silencio durante alguns segundos e respondeu:
__ Talvez seja pelo o modo de como você me olhou na primeira vez que nos encontramos.
__ E como eu o olhei?
__ Um jeito meio perverso... ou espantada... não sei, mas parecia que você estava tentando ler meus pensamentos.
__ É que eu tenho receio a estranhos.
__ Mas o conhecido só passa ser conhecido depois de um tempo, até antes era estranho.
__É você tem razão. A questão é que eu fiquei surpresa ao encontrar mais gente na praia, Mary havia me dito que era uma praia deserta, só freqüentava moradores.
__ Aquele sitio vizinho pertence a minha família.
__ Mary achou que estava abandonada.
__ É porque minha família viaja muito.
Houve mais uns momentos de silencio, até ele quebrar:
__ Porque você sempre tem respostas concretas?
__ Eu sou assim – sorri tímida
“Afinal o que está acontecendo comigo?”
__ Eu gosto disse – ele disse – Gosto de sua franqueza.
O olhei curiosa e ele continuou:
__ Você é sempre sincera no que fala, eu gosto disso.
Fiquei feliz em ouvir isso, até porque ninguém nunca me disse isso com tanta ênfase.
“Mas afinal o que está acontecendo comigo? Porque estou agindo feita louca?”
Tentei disfarça a minha vergonha, olhei para o relógio e percebi que já era tarde. Então disse a ele:
__ Desculpa Henry, mas já está tarde tenho que ir.
E me virei de costas para ele, ele segurou meus braços e fez com que eu olhasse diretamente para ele. Se eu estivesse num dia normal e um vampiro tocasse em mim, no mínimo eu iria fazer alguma coisa, mas como hoje não era um dia normal eu só fiquei surpresa e encarei-o. “Será que ele ousaria chupar meu sangue em pleno dia? Geralmente vampiros preferem a noite.” Olhei em volta e vi que estávamos a sós.
Ele segurou minha cintura com força. Eu estava com medo, tinha quase toda certeza de que ele chuparia todo o meu sangue, mas ao invés disso, ele me beijou com força, mas ardente.
Quando ele me soltou, eu estava estupefata. Como um vampiro beijaria uma humana? Sentido o seu sangue o seu cheiro. Realmente inacreditável.
Ele sorriu e disse:
__ Até mais!
Apenas isso, mas nada, nenhuma explicação. Mas porque ele me deveria uma explicação se ele nem sabe que sou uma exterminadora de vampiros, uma assassina da espécie dele?
Fui embora cambaleando para casa.
Fiquei o restante do dia pensando naquele beijo roubado. Mas afinal o que está acontecendo comigo? Eu não posso gostar de um vampiro! É contra a minha natureza!
E porque ele não me mordeu? Ele teve a chance perfeita para aquilo, não para o beijo. Ao menos que a intenção dele era realmente me beijar. Mas por quê? Vampiros não se apaixonam, são seres maléficos que gostam de sugar o sangue das pessoas, são umas sanguessugas. Pode ser que ele queira primeiro ter a minha confiança para depois beber o meu sangue. Com certeza é isso, não existe outra explicação lógica. Se for realmente isso, esse vampiro é o dá pior espécie que já encontrei.
Mas, tudo bem, amanha eu vou cortar esse mal pela raiz. Vou fazer o que manda o meu dom: EXTERMINAR.

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