9 de jan de 2019

Resenha: Solitudes


Título: Solitudes
Autora: Luciana Fauber
Editora: Publicação Independente
Número de páginas: 710
Nota (0 a 5): 5

Solitudes é narrado de forma poética sob as perspectivas de três personagens. Todos se sentem sozinhos em determinados momentos, apesar de existir a companhia de outras pessoas. Todos têm uma dor guardada no peito, sufocante e profundamente sentimental…
É difícil não se emocionar com as angustias dos personagens, mas é extremamente gratificante vê-los superar e se aceitarem. Os personagens conversam contigo e a cada página, vemos o seu amadurecimento e em um determinado ponto, as histórias se conectam, deixando ainda mais emocionante.

Dos três personagens, dois foram os que mais me conquistaram: o viciado em trabalho e a surda. Não que o terceiro também não tenha me encantado, mas esses dois personagens foram o que mais sentir aproximação. O primeiro por querer ser tudo que uma sociedade moderna exige, mas ao mesmo tempo, sentir-se apenas com uma máquina em meio a milhões de outras máquinas iguais. A segunda por valorizar cada gesto e comportamento das pessoas, em entender o outro apenas com o brilho do olhar, mas ao mesmo tempo, ser angustiar por não ouvir a voz de quem tanta amava.

Algumas poesias que me conquistaram foram: Produza, Peixes, Me apaixonei, Te Eternizei, Atipicamente Solitário, Tinha um desenho e Minha Solidão.

Diante disso, quando penso nesse livro, a única coisa que me vem à cabeça é o fato de que somos feitos de estrelas. Somos únicos e cada um com o seu brilho. Aos nossos olhos, podemos pensar que somos insignificantes e muitas vezes nos sentirmos sozinhos comparados ao restante do mundo, porém, em cada célula de nosso corpo, em nossa essência, existe uma luz que precisamos aceitar e valorizar.

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