25 de ago de 2018

Resenha: A Guerra que salvou minha vida


Título: A Guerra que Salvou Minha Vida
Autora: Kimberly Bradley
Editora: Darkside
Número de Páginas: 240
Nota (0 a 5): 5

O tema do clube do livro era Romance Histórico esse foi o livro sorteado da vez. Confesso que foram poucas vezes que li um livro sem ter conhecimento algum da história. Nem mesmo a sinopse eu li e não me arrependo disso. O livro foi além das minhas expectativas.

Ada é uma menina que nunca saiu de casa por conta da sua deficiência. O seu pé torto era uma vergonha para mãe. Todos os dias ela observa da janela do apartamento, o irmão e outras crianças brincando, correndo, pulando, como o qualquer outra criança… Ela deseja viver isso, mas sabe que tem limitações, além de sofrer maus tratos diários da mãe.
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Com a guerra de Hitler se aproximando, Ada vê uma chance de escapar juntamente com o irmão caçula Jaime.  Um lugar melhor e uma vida melhor, afinal, o governo quer proteger suas crianças…

“No fim das contas, foi a combinação das duas guerras — o fim da minha pequena guerra contra Jaime e o inicio da grande guerra, a do Hitler — que me libertou.”

O livro é emocionante e traz inúmeros questionamentos, como: o preconceito, a intolerância, a amizade e o amor. Um misto de sentimentos e às vezes em momentos inesperados. É complicado imaginar que uma guerra poderia trazer benefícios para alguém.

A história é narrada sobre o ponto de vista de Ada e ela é uma menina encantadora. Muitas das vezes queria abraça-la e confortá-la. Dizer que tudo vai melhorar, mesmo não acreditando tanto nisso, apenas com aquela esperança no coração. Quanto ao Jaime, por ser um menino perfeito, o filho de ouro, não recebeu tanto ódio da mãe e muitas das vezes não compreende os motivos de Ada. Porém, ambos não querem se separar, mas enquanto para Jaime ficar longe da mãe é ruim, para Ada é sua salvação.

O livro é tocante e percebemos que apesar de Ada querer se libertar, ainda sente muito medo e muitas coisas ainda estão enraizadas em seu pensamento e coração, como o fato de ser aleijada e de não existirem pessoas boas. Pessoas que não se importarão com a sua deficiência.

A leitura é rápida e fluida e recomendo muitíssimo. A autora conseguiu trazer pontos muito importantes, como a noção do que é uma família, a amizade, a autoconfiança, a superação dos medos, e inclusive, retratou o homossexualismo e o preconceito da época. Tudo isso dentro do contexto histórico. Indico a todos e amei a leitura.


OBS: Esse livro existe uma continuação, mas não é uma leitura obrigatória. O primeiro livro consegue terminar muito bem e com tudo amarradinho.

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CantinhodaAmiga

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